Cátedra Ignacy Sachs – PUC-SP | NEF


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Instituto Unibanco e Maria Farinha Filmes lançam o documentário “Nunca me sonharam”

38% dos jovens não estão no Ensino Médio e não estão no trabalho. A pergunta é: onde eles estão?. Quem chega ao final do Ensino Médio é mega power sobrevivente. A gente perde pro tráfico, perde pra gravidez. A gente não consegue manter o menino na escola. As sociedades que melhoraram seus índices econômicos, sociais, culturais, investiram pesado em educação. A educação não muda o mundo. A educação muda as pessoas. E as pessoas mudam o mundo. 

Essas são algumas das provocações lançadas pelo novo documentário ‘Nunca me sonharam’, dirigido por Cacau Rhoden e produzido pela Maria Farinha e o Instituto Unibanco. O filme fala dos desafios do presente, as expectativas para o futuro e os sonhos de quem vive a realidade do Ensino Médio nas escolas públicas do Brasil. Na voz de estudantes, gestores, professores e especialistas, ‘Nunca me sonharam’ busca refletir sobre o valor da educação.

A primeira exibição pública da nova produção será realizada durante a 4ª Ciranda de Filmes, que acontece de 25 a 28 de maio no Espaço Itaú de Cinema (Rua Augusta, 1475 – Consolação), em São Paulo. O encontro será no dia 25, às 14h30, seguido de um bate-papo com os realizadores. A estreia do documentário nos cinemas acontece no dia 08 de junho, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Em breve, a produção estará disponível também gratuitamente na plataforma VIDEOCAMP.

Fonte: Gife


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Encontros com o Futuro: Empreendedorismo e Inovação Social – Desafios e a proposta de EdC

Inseridas no contexto atual de crise socioeconômica e cultural, entre as propostas para reduzir a pobreza no mundo, a característica peculiar da Economia de Comunhão (EdC) está na busca da construção de conexões sociais pela comunhão, tecendo relacionamentos de reciprocidade entre os diferentes atores sociais envolvidos nos projetos de redução da pobreza. Há 25 anos do seu início no Brasil, a EdC atua em projetos de apoio a pessoas na superação de situações de vulnerabilidade socioeconômica a fim de aliviar os efeitos da pobreza, e em projetos de incentivo à construção de uma nova cultura civil e empreendedora de comunhão. O objetivo é analisar o tema Empreendedorismo e Inovação à luz dos princípios da EdC, e em face aos desafios que comunidades locais, regionais e internacionais enfrentam na superação da pobreza com ênfase na inserção do jovem no mercado de trabalho. (http://anpecom.com.br/)

  • Apresentador: Ricardo Meirelles Faria (FGV)
  • Convidados:
    • Daniel Couto Gatti (PUCSP),
    • Regina Maria Luz Vieira (PUCSP),
    • Adriana Mariano (ICE),
    • Luis Colella (EdC)
  • Moderador: Joelson Alves do Nascimento (USP)

31 de Maio de 2017 – das 9h00 às 12h30
Rua Ministro de Godói, 969 – 1°andar – Auditório 100
Inscrições gratuitas através do e-mail: nef@nef.org.br
Informações: (11) 2604-8650
http://www.pucsp.br/catedraignacysachs/nef.html


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Mulheres antes da hora

Fonte: IstoÉ

Legislação falha torna o Brasil o país com o maior número de casamentos precoces na América Latina e o quarto em todo o mundo. As consequências vão desde os baixos índices de escolaridade entre garotas até a maior exposição à violência doméstica

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Em vez de brincar ou sair com os amigos, aos 14 anos, Amanda Scavuzzi Martins, passou dias seguidos no quarto, portas fechadas, pensando na vida. Ela havia engravidado do namorado e, sem coragem de enfrentar os pais, ficava prostrada na cama, chorando. Mais tarde descobriu que foi acometida por uma forte depressão durante aqueles meses. O drama de Amanda se tornou ainda maior quando, rejeitada pela família, teve de abandonar sua casa para viver uma vida de casada. Hoje, aos 28 anos, ela carrega em sua história marcas desse período. Não conseguiu acompanhar o ano letivo na escola em que estudava, teve de cursar um supletivo e enfrentou outra depressão, após dar à luz. Todos os anos, uma realidade semelhante rouba a infância de 15 milhões de meninas no mundo, que se casam antes dos 18 anos e vivem desamparadas pela família e pela legislação dos países que favorecem esses matrimônios precoces. No Brasil, de acordo com um estudo divulgado na quinta-feira 11, pelo Banco Mundial, 36% da população feminina é vítima dessa situação. Os números nos colocam como o país com maior número de casos na América Latina e o quarto no planeta. “Essas meninas têm mais chances de se tornarem vítimas de violência doméstica e de estupro marital”, afirma Paula Tavares, autora do estudo e especialista em Desenvolvimento do Setor Privado do Banco Mundial.

De acordo com o relatório, existem hoje mais de 700 milhões de meninas no mundo que se casam antes de completar 18 anos. Até o fim da próxima década, mais 142 milhões se casarão. “As consequências são a maior exposição à violência doméstica, o abandono da vida escolar, o que contribui para a diminuição dos índices de escolaridade, maior incidência da gravidez na adolescência, maiores taxas de mortalidade materno-infantil e menor participação das mulheres no mercado de trabalho”, diz Paula. No Brasil, apesar de a lei estipular os 18 anos como idade legal para a união matrimonial e autorizar a anulação do casamento infantil, algumas falhas permitem que esses matrimônios ocorram. Um dos motivos que transforma essa situação em realidade abjeta é que a legislação brasileira libera que meninas se casem a partir dos 16 anos, desde que haja o consentimento dos pais. Em casos de gravidez, a lei autoriza a união em qualquer idade. “A legislação deveria proteger essas garotas e não expô-las ainda mais”, diz Paula. Ao final da gestação, Amanda foi expulsa de casa pela mãe. “Ela nunca aceitou essa situação, brigávamos muito, então achei que seria bom morar com o pai da minha filha”, diz.

MUDANÇA DE CONTROLE
O estudo “Ela vai no meu barco – Casamento na infância e adolescência no Brasil” realizado em 2015 pelo Instituto Promundo revelou que as meninas tendem a idealizar uma vida melhor morando com o marido. Porém, segundo a coordenadora da pesquisa, Alice Taylor, elas relatam que o controle exercido pelos pais apenas é repassado para o companheiro. Outra razão para manter o relacionamento é o medo de arcar sozinha com uma gravidez precoce ou fugir de maus-tratos da família. O estudo estimou que 39% das meninas casadas tiveram o primeiro filho aos 15 anos. Para agravar o quadro, o país não prevê punição para quem autoriza que uma menina com essa idade se case em contravenção à lei ou para os maridos. A maior incidência de casamentos precoces ocorre em regiões com maior índice de pobreza, porém, não se reduz a elas. “O matrimônio infantil priva as garotas de terem um desenvolvimento físico e psicológico saudável e também se mostra um fator perpetuador da pobreza”, afirma Martin Raiser, diretor do Banco Mundial para o Brasil. Amanda admite que em função da gravidez e do período em que viveu com o pai de sua filha teve de abrir mão de uma série de sonhos. “Sempre pensei em terminar meus estudos e fazer um intercâmbio, mas isso não foi possível.”

Essa prática representa um obstáculo significativo na luta pela igualdade de gêneros, já que é um dos mecanismos de reprodução do machismo existente na sociedade. Ambas as pesquisas apontaram que a diferença média da faixa etária entre maridos e esposas é de nove anos. Os homens que contraem esse tipo de união alegam que querem ter alguém para ensinar coisas, que as garotas são mais bonitas, fazem com que eles se pareçam mais jovens e que as mais jovens são melhores para ter filhos. Esse tipo de comportamento coloca em risco a qualidade de vida da mulher e reproduz uma série de desigualdades sociais. “Principalmente em casos de gravidez ou estupro marital, o casamento precoce ainda é visto pela família como uma forma de sanar a função criminal do agressor”, diz Paula. Para o representante do Fundo de População das Nações Unidas (ONU), Jaime Nadal, quando a sociedade permite essa prática, aceita a violação dos direitos das meninas e o comprometimento de seu próprio futuro. Enquanto o Brasil não fizer reformas na legislação de uniões formais e informais realidades nocivas como essas continuarão a se disseminar.


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Desempleo e informalidad de las mujeres en América Latina: un reto clave

Fonte: IPS

Este es un artículo de opinión de José Manuel Salazar-Xirinachs, director regional de OIT para América Latina y el Caribe. Forma parte de la cobertura especial de IPS con motivo del Día Internacional de la Mujer, el 8 de marzo.

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LIMA, 6 mar 2017 (IPS) – La incorporación de las mujeres al mercado de trabajo de América Latina y el Caribe ha sido una tendencia constante y positiva durante las últimas décadas. Pero en 2017, en tiempos de aumento del desempleo y la informalidad, nuevamente surge la necesidad de insistir en la igualdad de género para generar más y mejores empleos para las 255 millones de mujeres en edad de trabajar que viven en esta región.

Casi la mitad de esas mujeres, 126 millones, ya forman parte de la fuerza laboral, lo cual es un logro importantísimo alcanzado a lo largo de muchos años. Una vez más, sin embargo, es importante recalcar que no podemos bajar la guardia.

Durante el último año, cuando la marejada de crecimiento lento o en algunos casos de franca contracción económica que azota la región impactó de frente al mercado laboral, produciendo una abrupta alza del desempleo y también el deterioro de algunos indicadores de la calidad del empleo, fue evidente que la situación afectaba en mayor medida a las mujeres.

La tasa de desocupación promedio regional de las mujeres subió a niveles que no se veían desde hace más de una década en América Latina y el Caribe, a 9,8 por ciento, es decir al borde de los dos dígitos. Si se mantienen los pronósticos de falta de dinamismo económico este año la tasa promedio puede pasar de 10 por ciento en 2017.

Esa tasa de desocupación de las mujeres subió 1,6 puntos porcentuales, por encima de la variación de los hombres, que aumentó 1,3 puntos porcentuales. De los cinco millones de personas que se incorporaron a las filas de desempleo, 2,3 millones eran mujeres. Esto significa que hay unas 12 millones de mujeres que están buscando empleo en forma activa, pero no lo consiguen.

La participación de las mujeres en la fuerza laboral continuó aumentando durante el último año. A nivel nacional (rural+urbano) la tasa de participación de las mujeres pasó de 49,3 por ciento a 49,7 por ciento. Esto es siempre una buena noticia. Pero aun así continúa muy por debajo de la de los hombres, que es de 74,6 por ciento.

La contrapartida negativa fue que la tasa de ocupación de las mujeres, que mide el nivel de demanda de mano de obra, disminuyó de 45,2 a 44,9 por ciento. La de los hombres también experimentó una baja parecida, aunque es bastante más elevada en 69,3 por ciento.

El último informe Panorama Laboral de América Latina y el Caribe de la OIT (Organización Internacional del Trabajo), también destacó que la menor actividad económica se ha reflejado en tendencias a la disminución del número de trabajadores asalariados, aumento de los empleados por cuenta propia, disminución en los salarios formales, que forman parte de las señales de un aumento en la informalidad.

Las estimaciones más recientes disponibles sobre informalidad de las mujeres indican que casi la mitad de la fuerza laboral femenina está en estas condiciones, que habitualmente implican inestabilidad laboral, bajos ingresos, falta de protección y derechos.

A lo largo de los últimos años se han identificado algunas características a tener en cuenta al analizar la participación laboral de las mujeres. Como por ejemplo que alrededor de 70 por cieto se desempeña en el sector de servicios y comercio, donde las condiciones precarias aparecen con facilidad, incluyendo la carencia de contratos.

Además unas 17 millones de mujeres realizan trabajo doméstico. Son más de 90 por ciento de las personas dedicadas a esta actividad. En esta ocupación los niveles de informalidad siguen siendo demasiado elevados, en torno a 70 por ciento.

Esta descripción de las características de la inserción laboral de las mujeres en el mercado de trabajo no estaría completa sin hacer notar un aspecto muy destacable que surgió en un informe regional sobre “Trabajo Decente e igualdad de género” de varias agencias de Naciones Unidas presentado en 2013: en esta región 53,7 por ciento de las mujeres trabajadoras alcanza más de diez años de educación formal, en contraste con solo 40,4 por ciento por ciento de los hombres.

Por otra parte, 22,8 por ciento de las mujeres en la fuerza laboral cuenta con educación universitaria (completa e incompleta), por encima del 16,2 por ciento de los hombres.

Sin embargo, esto no impide que haya una brecha salarial importante. Un informe de la CEPAL  (Comisión Económica para América Latina y el Caribe) advertía en 2016 que según los datos disponibles las mujeres recibían 83,9 por ciento de lo que ganaban los hombres en empleos similares. La brecha es más grande en el caso de niveles educativos mayores.

Todas estas estadísticas son un llamado a la acción.

Este tema ya forma parte de los objetivos de desarrollo sostenible trazados para todos los países en la Agenda 2030. En particular en el Objetivo #5: “Lograr la igualdad entre los géneros y empoderar a todas las mujeres y las niñas”, y es clave para el Objetivo #8 sobre crecimiento económico y trabajo decente. Para la OIT la igualdad de género es un objetivo transversal, que está presente en todas sus actividades.

Estamos frente a un desafío estructural que implica cambios económicos, sociales y como sabemos también culturales. Es necesario que tanto los gobiernos como los actores sociales mantengan como una prioridad esencial promover una mayor igualdad entre mujeres y hombres.

Hay que buscar fórmulas para mejorar la productividad de las mujeres impulsando su participación en sectores más dinámicos de productividad media y alta, y al mismo tiempo identificar las causas de la segregación.

Para continuar avanzando en la igualdad laboral es necesario recurrir a una combinación de acciones que tengan en mira la igualdad de género, incluyendo entre otras: políticas activas de empleo; redes de infraestructura de cuido y nuevas políticas para el cuidado de los niños y personas dependientes; estrategias para promover la división de responsabilidades familiares; mejoramiento de la formación profesional y la educación; promoción de las emprendedoras; aumento en la cobertura de la seguridad social; y una acción decidida para prevenir y combatir la violencia contra las mujeres, incluida la violencia en los lugares de trabajo.

La igualdad en el empleo fue un desafío enfrentado en el pasado, continua vigente en el presente, y es uno de los retos más importantes para lograr un mejor futuro del trabajo en la región.

Revisado por Estrella Gutiérrez


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Planes de igualdad de género en América Latina y el Caribe

Fonte: CEPAL

En América Latina y el Caribe, la preocupación de los Estados por superar los obstáculos que impiden la plena incorporación de las mujeres en igualdad de condiciones en todos los espacios de la vida social, cultural y económica de los países se ha expresado en distintas medidas y propuestas concretas de políticas públicas. Los planes de igualdad género elaborados por los países de la región constituyen instrumentos de política y planificación relevantes que, impulsados por los mecanismos para el adelanto de las mujeres, dan cuenta tanto de los retos vigentes como de los compromisos de los Estados en la materia.

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En este estudio del Observatorio de Igualdad de Género de América Latina y el Caribe, se presenta una revisión y análisis de los procesos de diseño de los planes de igualdad de género vigentes en los países de América Latina y el Caribe. Desde los primeros planes elaborados en la década de 1990 y en especial a contar del presente siglo, estos instrumentos se han constituido en verdaderos mapas de ruta de los Estados hacia la igualdad de género y la garantía de los derechos de las mujeres en la región, además de ser una muestra de la voluntad política para avanzar en esta materia.