Cátedra Ignacy Sachs – PUC-SP | NEF


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Cirandando Brasil

O Cirandando Brasil é um dos maiores acervos sobre as cantigas e brincadeiras do folclore infantil brasileiro. É uma estratégia de alto impacto e baixo custo que oferece acesso a instrumentos desenvolvidos pela pesquisadora Nairzinha ao longo dos seus 40 anos de carreira.

Nosso portal resgata, atualiza e devolve a todos nós a cultura da brincadeira brasileira, capaz de garantir que nossas crianças continuem cantando, brincando, sabendo quem somos e de onde viemos.

http://www.cirandandobrasil.com.br/

 

Aqui reunimos cantigas, parlendas, adivinhações, jogos, histórias e ferramentas facilitadoras para transmissão e prática desse conhecimento, construído a partir da compilação de profundos estudos produzidos acerca do tema.


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Facing Famine, Girls And Women Bear The Heaviest Burden

Girls, boys, women and men experience disaster differently.

PHOTO: PETTERIK WIGGERS/PANOS PICTURES

We are in the midst of what the United Nations has called the largest humanitarian crisis since World War II. The threat of famine and severe food insecurity in Somalia, South Sudan, Yemen, and Nigeria mean that 20 million people – more than the population of the entire state of New York – are facing starvation and the ripple of consequences that come alongside it.

The UN is responding: Agencies across the UN system are coordinating to mobilize support for the countries and people at risk, from the World Food Programme delivering critical food and medical supplies, to the Food and Agriculture Progamme supporting rural families and agriculture activities, to the Office for the Coordination of Humanitarian Affairs mobilizing funds and urging greater access to deliver humanitarian aid.

But crises like these are not gender neutral – and that’s why the UN Population Fund (UNFPA) plays a critical role in humanitarian response. Girls, boys, women and men experience disaster differently. Girls and women have the least power and status, and often at times of crisis, their basic needs are de-prioritized or neglected, and the fulfillment of their essential health and rights – including the ability to plan their family and futures – is left by the wayside. These rights are not only fundamental for a woman to survive in a crisis, they are critical in helping her and her family rebuild their lives afterwards – and eventually thrive.

The girls and women facing these looming “four famines” are no exception. Their sexual and reproductive health and rights are at risk every step of the way. In many places, access to family planning services and information is limited or nonexistent for girls and women who wish to delay or prevent pregnancy. If and when a woman does become pregnant, her health and that of her future child are at risk: Women who are on the brink of starvation are at greater risk of pregnancy-related complications, death, and disability. In the midst of conflict and famine, accessing quality medical care is difficult or impossible. In South Sudan, UNFPA estimates that more than a million women of reproductive age are in need of humanitarian aid and, of these women, almost 200,000 are pregnant. In Yemen, some 3 million women and girls of reproductive age need aid, and more than 500,000 are pregnant women who are not getting proper nourishment and do not have reliable access to prenatal care. Globally, 61 percent of maternal deaths worldwide occur in fragile states, many of them affected by conflict and recurring natural disasters.

“In a country that struggles with one of the world’s highest maternal mortality rates, severe hunger due to famine could increase risks during pregnancy and childbirth,” saidEsperance Fundira, UNFPA Country Representative for South Sudan. “With increases in premature or low-birth-weight babies and severe postpartum bleeding, the process of giving life becomes even more likely to result in death.”

Pregnant women and new mothers who are weakened by malnutrition are also at greater risk of contracting deadly diseases. In Yemen, where ongoing conflict has spurred severe food insecurity and compromised health and sanitation systems, a cholera outbreak is spreading quickly, putting an estimated 1.1 million malnourished pregnant women at risk. Women and girls in these countries facing famine, conflict, and displacement are also at increased risk of other crisis-related threats like gender-based violence, HIV infection, forced sex work, or early marriage.

“In the South Sudanese conflict, women and girls are raped, forced into marriage and prostitution to survive. Single women, female-headed households, adolescent girls, elderly women, women with disabilities, and children are at particular risk,” Fundira added.

UNFPA works to address the needs of girls and women facing conflict and famine and to make sure the protection of their health and rights are included alongside other essential responses like food and shelter. It supports maternal health clinics, which are outfitted with essential personnel and equipment to aid in a safe pregnancy and delivery. It works to prevent gender-based violence and ensure women have equal access to food, health facilities, and other crisis response services. And, alongside these urgent needs, UNFPA looks toward a longer-term goal of strengthening the health systems in these countries facing conflict and famine, from offering free surgery for women suffering from obstetric fistula in South Sudan, to providing midwifery training to bolster the country’s contingent of skilled birth attendants. UNFPA makes sure a response for women and girls happens no matter what – working with local authorities, NGOs and others on the ground even when international partners are evacuated from a crisis, all in culturally-sensitive, respectful ways that affirm the dignity and rights of every person even in the worst of circumstances.

This work is an investment with clear returns: When our rights are fulfilled, we can educate and feed our children, reinvest in and strengthen our families, and generate more stabilized, prosperous communities. In the midst of conflict, displacement, and famine, UNFPA is there to offer help and hope for girls and women. But it needs our support. We must act now to help sustain the humanitarian response of the entire UN system – and encourage responders to prioritize the critical and specific needs of girls and women affected by the four famines.

Learn more about the Universal Access Project and get involved at www.universalaccessproject.org.


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11 coisas que você não sabia sobre Frida Kahlo (e que vão te inspirar)

Fonte: Huff

Única. Intensa. Revolucionária.

Frida Kahlo pode ser considerada uma mulher a frente de seu tempo. E não é para menos. Apaixonada pela arte e motivada pela intensidade inerente á vida, Frida se transformou em um ícone do surrealismo e do universo feminino na década de 50. E fez com que sua força se perpetuasse no tempo.

Mesmo com todas as intempéries que a vida lhe impôs (poliomielite na infância e o acidente de ônibus na adolescência que deixou sérias sequelas), Frida foi uma feminista, incorporou com autenticidade símbolos mexicanos e indígenas em sua arte e teve um relacionamento explosivo com Diego Rivera.

Se o que você está precisando é de uma ‘pitadinha’ de inspiração para seguir em frente, que tal conhecer um pouco mais sobre a vida – incrível – de Frida, que prometem fazer você se apaixonar (mais ainda) por ela?

1. Ela viu beleza em meio à tragédia

BETTMANN VIA GETTY IMAGES

A inspiração de Frida para suas pinturas e fotografias, vieram de suas angústias e dificuldades em lidar com sua própria condição. Quando criança, Frida contraiu poliomielite que deixou uma lesão no seu pé esquerdo, e ganhou o apelido de ‘Frida perna de pau’.

Mais tarde, em 1925, a artista sofreu um acidente em que teve múltiplas fraturas e precisou fazer 35 cirurgias. Foi nesse período, em que ficou presa à sua cama e com problemas na coluna, que começou a pintar e retratar suas angústias e frustrações em suas criações.

A biógrafa Hayden Herrera, no livro Frida – A Biografia, cita uma fala da artista que demonstra a vontade de viver:

“Por eu ser jovem”, ela disse, “o infortúnio não assumiu o caráter de tragédia: eu sentia que tinha energias suficientes para fazer qualquer coisa em vez de estudar para virar médica. E, sem prestar muita atenção, comecei a pintar.”

2. Transformou suas limitações em arte

BETTMANN ARCHIVE

Cheias de cores e ricas em elementos florais, as roupas de Frida Kahlo viraram tendência e ícones de estilo e até ganharam exposição e livro só para elas.

Enquanto, na verdade, sua autenticidade era uma forma de esconder suas deficiências provocadas pelo acidente, em 1925, e pela poliomielite que teve quando pequena, que deixou sequelas em seu pé esquerdo.

Seus sapatos, inclusive, eram adaptados exclusivamente para ela, com um salto maior do que o outro para nivelar sua altura. Seus ‘corpetes’, na verdade, eram coletes ortopédicos.

3. Viveu um relacionamento controverso

BETTMANN ARCHIVE

Na maioria de suas obras, Frida se autorretratou: as angústias, as vivências, os medos e principalmente o amor incondicional que sentia pelo marido, o pintor e muralista mexicano, Diego Rivera, com quem se casou em 1929.

Frida batalhou para se casar com Diego, que era um homem mais velho — e sua família, de certa forma, tentou se opor a isso.

Os dois viveram de forma intensa um relacionamento difícil de explicar (e muitas vezes abusivo) até para pesquisadores.

A psicanalista Gina Khafif Levinzon escreve:

“A tenacidade com que ela mantinha a ligação com Diego podia estar baseada em uma tentativa de dominar a situação traumática, ou ainda em uma forma de manutenção do elo com a “mãe morta”, a mãe ausente e deprimida. Por meio da pintura e de seus autorretratos, Frida Kahlo podia ser “mãe de si mesma”, e encontrava um canal criativo para lidar com suas emoções e sua dor.”

Frida e Diego chegaram até a se separar, mas só conseguiram ficar longe um do outro por um ano. Entre brigas, separações, relações extraconjugais de ambas as partes, etc. foram os dois que, de certa forma, projetaram o cenário das artes latino-americanas para o mundo.

4. Frida sofreu três abortos

BETTMANN ARCHIVE

Após muitos altos e baixos na carreira e na vida ao lado de Diego Rivera, Frida sofreu três abortos. Em um dos registros encontrados em seu diário, ela afirma:

“A pintura tem preenchido a minha vida. Perdi três crianças e uma série de coisas que poderiam ter preenchido esta vida miserável. A pintura substituiu tudo. Eu acho que não há nada melhor do que o meu trabalho.”

Não á toa, uma de suas litografias mais famosas reflete a imagem de uma mulher sendo anatomicamente estudada. Em outras, ela explorou o anseio em se tornar mãe de outra forma: expressando o nascimento de si mesma e talvez, confortando sua desilusão ao se pintar como uma criança no colo de uma mulher. Tudo em nome da superação da dor infinita de não poder ser mãe. A litografia e as outras pinturas podem ser vistas neste link.

5. Teve uma perna amputada

BETTMANN ARCHIVE

Com o tempo, Frida foi ficando mais sensível e seu estado de saúde também. Em 1950, em decorrência da poliomielite que teve na infância, os médicos diagnosticaram que seria necessário amputar sua perna direita, o que a fez entrar em depressão. Mesmo assim, a artista continuou a pintar: uma de suas últimas obras foi “Natureza Morta (Viva a Vida)”.

6. Viveu um romance com Trotsky

GETTY IMAGES

Amigos de revolucionários da época, Frida e Diego chegaram a abrigar um dos ícones da revolução russa em casa: Leon Trotsky, sua mulher e netos foram acolhidos pelo casal. O que é menos sabido é que Trotsky e Frida tiveram um romance que durou quase um ano e havia recém terminado quando Rivera o descobriu. Eis uma evidência.

A foto acima foi feita em 9 de janeiro de 1937 quando Trotsky e sua esposa chegaraam em Tampico, no Mexico, e foram rodeados de policiais. Frida e Diego também aparecem na imagem. Ambos foram receber o revolucionário que, por um curto período de tempo, de exilou no México.

No livro Frida – A Biografia, a historiadora Hydden Herrera escreve:

“Sem dúvida, a óbvia admiração de Diego pelo russo tornava a situação ainda mais intensa. Um caso com o amigo e ídolo político do marido seria a retaliação perfeita para a traição de Rivera com sua irmã Cristina. Em todo caso, Frida fez uso de todos os seus consideráveis poderes de sedução para atrair Trotsky.”

Ou seja, o tórrido mas breve affair foi em parte motivado pelo desejo de vingança, sugere a autora, fundamentando a tese juntamente com informações adquiridas com a transcrição de cartas de todos os envolvidos no caso. Mas isso não quer dizer que Frida não tenha se envolvido profundamente com Trotsky.

7. Era bissexual

BETTMANN ARCHIVE

Na biografia escrita por Hydden Herrera, não fica explícita a bissexualidade de Frida. A historiadora chama a atenção para a presença implícita desta característica – que ela interpreta como sinal de uma complexa dualidade psíquica – curiosamente estimulada ou até negligenciada por Diego Rivera.

Ela escreve:

“Rivera estimulava os casos homossexuais de Frida; alguns dizem que era porque, sendo um homem mais velho, Diego não conseguia (ou não queria) satisfazer sexualmente sua esposa mais jovem. (…) Não há dúvida de que ela sentia fortes necessidades sexuais. (…) A ideia que tinha da vida era fazer amor, tomar um banho e fazer amor de novo. Estava na natureza dela.”

Existem outros relatos que dizem que, ao sofrer com os adultérios constantes do marido, que chegou a levar para a cama a irmã dela, para se vingar, Frida começa também ter relações sexuais com outras mulheres, inclusive com quem o marido já havia tido relacões.

Mas dizer que Frida começou a se relacionar com mulheres apenas para dar o troco é reduzi-la a um papel que não cabe às figuras femininas. Ambas as hipóteses citadas acima são facilmente contestadas e só nos deixam apenas uma evidência sobre Frida: ela vivia seus romances com intensidade.

8. Frida cursou faculdade de medicina

BETTMANN ARCHIVE

Frida tinha um destino traçado: antes de começar sua carreira nas artes, ela chegou a fazer alguns anos de faculdade de medicina no México. Mas sua relação com as artes vinha desde pequena, quando, seu pai, Guillermo Kahlo, fazia pinturas autorais para passar o tempo e tiravas fotografias.

Ele foi quem deu força e apoiou Frida em tudo o que fez.

Frida, inclusive, gostava de se vestir com roupas masculinas desde a adolescência e era vista como “estranha” e até “moleca” por algumas pessoas da família, exceto seu pai que, muitas vezes, incentivava a ousadia que Frida tinha ao desconstruir conceitos e ultrapassar barreiras culturais.

9. Ganhou homenagem na capa da Vogue

NICHOLAS MURAY/VOGUE MEXICO

Em 2012, a Vogue México deixou de lado as modelos para sua capa de novembro e estampou a publicação com Frida.

Quase 60 anos após a morte da artista mexicana, com imagem feita pelo fotógrafo Nickolas Muray, Frida estampou pela primeira vez a capa de uma revista de moda como um ícone.

A capa com a artista fazia parte da divulgação de uma ação da revista que exibiu no Museu Frida Kahlo (Casa Azul), em Coyoacan, suas roupas, joias, sapatos e objetos pessoais. Todas as peças foram exibidas ao público pela primeira vez.

10. Morreu jovem

GETTY IMAGES

Na madrugada do dia 13 de julho de 1954, Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon foi encontrada morta dentro de casa. Ela tinha 47 anos.

As últimas palavras foram encontradas em seu diário: “Espero alegre a minha partida – e espero não retornar nunca mais”. O caderno com diversas anotações secretas da artista virou livro.

11. Mexer nos baús do casal era proibido

BETTMANN ARCHIVE

Após a morte da pintora, Diego Rivera exigiu 15 anos de segredo para os pertences do casal. No entanto, ele morreu três anos depois e deixou Dolores Olmedo, uma colecionadora de arte, como administradora de seu acervo e ela se recusou a dar acesso às peças até para o Museu Frida Kahlo.

Somente após sua morte, em 2004, os objetos foram desbloqueados e formaram a exposição sobre as roupas e pertences de Frida nunca antes vistos pelo público.


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Instituto Unibanco e Maria Farinha Filmes lançam o documentário “Nunca me sonharam”

38% dos jovens não estão no Ensino Médio e não estão no trabalho. A pergunta é: onde eles estão?. Quem chega ao final do Ensino Médio é mega power sobrevivente. A gente perde pro tráfico, perde pra gravidez. A gente não consegue manter o menino na escola. As sociedades que melhoraram seus índices econômicos, sociais, culturais, investiram pesado em educação. A educação não muda o mundo. A educação muda as pessoas. E as pessoas mudam o mundo. 

Essas são algumas das provocações lançadas pelo novo documentário ‘Nunca me sonharam’, dirigido por Cacau Rhoden e produzido pela Maria Farinha e o Instituto Unibanco. O filme fala dos desafios do presente, as expectativas para o futuro e os sonhos de quem vive a realidade do Ensino Médio nas escolas públicas do Brasil. Na voz de estudantes, gestores, professores e especialistas, ‘Nunca me sonharam’ busca refletir sobre o valor da educação.

A primeira exibição pública da nova produção será realizada durante a 4ª Ciranda de Filmes, que acontece de 25 a 28 de maio no Espaço Itaú de Cinema (Rua Augusta, 1475 – Consolação), em São Paulo. O encontro será no dia 25, às 14h30, seguido de um bate-papo com os realizadores. A estreia do documentário nos cinemas acontece no dia 08 de junho, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Em breve, a produção estará disponível também gratuitamente na plataforma VIDEOCAMP.

Fonte: Gife