Cátedra Ignacy Sachs – PUC-SP | NEF

Contribuições de Laudato Si no Encontro com o Futuro e Primavera 2015 – PUC-SP

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Cuidando da nossa Casa Comum Contribuições da Laudato Si
Um Chamado a Ecologia Integral

Mesa Redonda com Coordenadores de Grupos de Pesquisa da PUCSP e outros especialistas convidados apresentando Projetos com Propostas Concretas, Concisas e Coerentemente alinhadas a mensagem do Laudato Si
Moderador: Arnoldo de Hoyos (realizada em  30 de Setembro de 2015)


Estamos arriscando o nosso futuro ao alterar fundamentalmente a integridade do equilíbrio climático que tem persistido em mais ou menos a mesma configuração desde o fim da última idade do gelo, e que fomentou o florescimento da civilização humana
Elizabeth Kolbert – A Sexta Extinção. Prêmio Pulitzer, 2015.

O Papa Francisco, seu papel e mensagem para os dias de hoje. No momento atual, caracterizado em particular por uma crise no sistema de valores, providencialmente aparece alguém com as características e condições básicas para provocar uma Metamorfosis… cumprindo assim o papel de catalisar uma humanizante transição civilizatória, nos alertando sobre a importância de Cuidar da Terra e de Promover a Fraternidade (Caring and Sharing), de ir para águas mais profundas… viver mais sabiamente e amar mais generosamente.


 

Programação da Primavera 2015:

  • 21 a 28 de Setembro: Celebração da Primavera na PUC-SP e mobilização para promover a implantação de projetos para o Programa de Aceleração da Sustentabilidade – PAS

  • 29 de Setembro Salas 4B10, 4B12 a tarde(17 às 19h): Workshops tematicos com alunos da pós graduação da PUC-SP, sobre temas relacionados a Sustentabilidade. Apoio RAPS

  • 29 de Setembro no TUCA as 19:30 : Mesa Redonda sobre Ecossociodesenvolvimento e a Mensagem do Laudato Si
    • Participantes : Cardeal Don Odilio Scherer e Especialistas da área do
    • Ecossociodesenvolvimento convidados.
    • Moderador : Ladislau Dowbor
  • 30 de de Setembro Auditório 100 de manha: Mesa Redonda sobre Propostas de Projetos alinhados a mensagem do Laudato Si.
    • Participantes: Coordenadores de Grupos de Pesquisa da PUCSP e outros Especialistas convidados
    • Moderador : Arnoldo de Hoyos

PROJETO NÚCLEO DE ESTUDOS DO FUTURO – NEF
PAS – PROGRAMA DE ACELERAÇÃO DA SUSTENTABILIDADE

 O programa tem o intuito de conscientizar e mobilizar a Sociedade, a partir da Universidade, para se posicionar proativa e construtivamente perante a atual crise sistêmica, aproveitando o foco e a mensagem de Ecologia Integral do Laudato Si; para Promover uma Cultura de Sustentabilidade. O Programa consta de 5 Projetos, e cada qual devera contar com um responsável e serão realizadas reuniões periódicas de essa equipe de coordenadores para dar organicidade e aproveitar sinergias.

  1. MONTAR BANCO DE BOAS PRÁTICAS NA ÁREA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NA UNIVERSIDADE.
    1. Como: Solicitar a todos os Professores enviar uma lista das 5 suas mais relevantes contribuições em termos de Ensino , Pesquisa ou Extensão na área do Desenvolvimento Sustentável num sentido amplo ( Econômico , Social , Ambiental e Humano ).
    2. Objetivo: Fazer levantamento do trabalho já feito e do Capital Humano e Social nessa área
      1. Isso se refere a todo tipo de atividades nas quais ficou envolvido: Papers, Teses, Dissertações, Monografias, TCC, Iniciação Científica, Estagio, Trabalhos Sócio Ambientais , Comunitários , etc.
  2. DIVULGAR E INCENTIVAR A COLABORAÇÃO COM O SITE DA CÁTEDRA IGNACY SACHS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA PUC-SP
    1. Como: Solicitar os coordenadores de Núcleos de Pesquisa contribuições atualizadas sobre o tema e sugestões de avanços e aprimoramentos.
    2. Objetivo: Implementar um banco/arvore de Conhecimentos think thank/crowdthinking que divulgue os avanços, e promova a troca de experiências e o trabalho colaborativo na área.
  3. DESENVOLVER E IMPLEMENTAR UM PROGRAMA DE COMUNICAÇÃO PERMANENTE SOBRE O TEMA
    1. Como: Através de Redes Sociais, de FÓRUNS com convidados especiais , Campanhas e pesquisas sobre Bem Estar , Redes Sociais, Programas na TV Universitária (DIÁLOGOS SUSTENTÁVEIS ) e Mídia em Geral
    2. Objetivo: Sensibilizar, Conscientizar a Comunidade da PUC e outros grupos externos sobre o tema.
  4. MONTAR UM CONCURSO ANUAL DE MELHORES PRÁTICAS ABERTO A COMUNIDADE EM GERAL
    1. Como: Elaborar regras para o Concurso contando com a divulgação através do meios internos e externos de comunicação e procurando parcerias e patrocínios para essa finalidade.
    2. Objetivo: Mobilizar a Comunidade, mostrando que é possível fazer a diferença.
  5. CRIAR UMA REDE PELA SUSTENTABILIDADE
    1. Como: Procurar os diversos grupos que já estão colaborando com a área no Brasil Nacionais e Internacionais e convidar para criar um movimento nacional pela SUSTENTABILIDADE JÁ.
    2. Objetivo: A partir do processo sendo desenvolvido consolidado na PUC, promover um movimento que mobilize a sociedade e a mídia como um todo.

Projeto Núcleo de Estudos do Futuro – NEF

Universidade do Futuro

QUO VADIS UNIVERSIDADE?[1]
Da academia às redes e comunidades de aprendizagem.
Da globalização da economia à globalização da solidariedade.
Arnold José de Hoyos[2]

Da academia local para a academia global: as Universidades estão passando por um processo de renovação. Nos Estados Unidos, 90% das Universidades já oferecem cursos à distância, principalmente relacionados à Educação Continuada[3] enquanto a maioria dos alunos já são, a grande maioria das Universidades logo serão não tradicionais (tais como a Thunderbill e a Motorola) e/ou misturas de parcerias e consórcios interinstitucionais[4] .

No Brasil logo as Universidades serão autorizadas a trabalhar numa mistura de modalidades, com uma parcela muito significativa de Educação à Distância (30%). Visionários como Tadau Takahashi lança o livro Verde da Sociedade da Informação[5] prometendo publicar brevemente o Livro Branco para estimular e articular estratégica e colaborativamente as pesquisas na área de Tecnologias de Informação e Comunicação no país. E se abre a primeira filia; de um Banco de Conhecimentos nessa área, o Giga[6] em parceria com a FGV; Gilson Schwartz, do IEA-USP, abre o portal “Cidade do conhecimento”[7] e Rubens Alves se surpreende e nos surpreende com seu novo livro “A escola que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir” sobre a experiência da Skholé Ponte de Portugal, essencialmente autogerenciada pelas crianças.

Estes são sinais e profetas dos novos tempos que mostram que estamos aceleradamente superando a fase de transição da Era da Informação para a Era do Conhecimento; e nos alertam e convocam para tomar medidas urgentes em relação aos novos e intrigantes desafios para o sistema educacional em geral, e em particular, no que diz respeito às Universidades, que precisam se posicionar estrategicamente perante estes desafios tecnológicos. Metodológicos e culturais, que por sinal vão muito além das necessidades de amplo acesso às tecnologias de informação e comunicação de ponta, e que, entretanto, são por elas ressaltados.

Esta situação é principalmente relevante no Brasil das estruturas burocráticas napoleônicas, pois representa uma oportunidade para dar um salto absolutamente necessário, baseado num efeito secundário da transição de Eras, que representa um estímulo sociocultural dos princípios de Autonomia e Responsabilidade, e que já se manifesta em projetos de reforma administrativa no setor público[8].

Porém, um outro desafio importante está relacionado com o fato de que estamos iniciando uma Revolução Copérnica na Área de Educação, no sentido que, cada vez mais explicitamente, o aluno e não mais o professor deverá se tornar, diretamente e/ou em colaboração com seus pares, responsável pelo seu próprio processo de aprendizagem; processo este que a sua vez será bem mais flexível, individualizado, descentralizado, voltado para a pessoa que aprende, e não localizado no espaço e no tempo.

Existe um consenso que está surgindo de que as palavras chaves deste novo contexto educacional são as redes e comunidades de aprendizagem com sua abordagem socioconstutivista; bem como uma tônica de responsabilidade social.

A formação e o bom funcionamento dessas comunidades de aprendizagem, que representam claramente uma realidade emergente no momento, dependerá não somente de tecnologia apropriada (CSCL, CSCW, CSCE), mas também do desenvolvimento de uma cultura que promova a valorização da diversidade, da solidariedade e do reforço dos vínculos.

Acreditamos que, para a implementação deste novo projeto de sistema educacional, será necessário, nas palavras de Edgar Morin, “Reformar o pensamento para reformar o ensino e reformar o ensino para reformar o pensamento”, e deverá implicar em:

Primeiro: abrir os horizontes epistemológicos e cognitivos para se pensar e modelar em termos de complexidade (www.mcxapc.org), de transdisciplinaridade[9], de organizações caórdicas[10]) e, de certa forma, apoiando e apoiando-se em algumas das ideias de meta-conhecimento, de Edgar Morin, tais como: Conhecimento do Conhecimento, Ciência com Consciência, e a Humanização da Conscientização Planetária; bem como na visão de Macrotransições, de Ervin Lazlo.

Segundo: saber adaptar em forma sinérgica, e conforme as circunstâncias, as atividades de ensino-aprendizagem: síncronas, assíncronas, presenciais e semipresenciais, que fazem parte das novas tendências de e-Learning e da educação distribuída em geral, cuidando-se porem da necessária preservação e reforço de vínculos socioafetivos, de forma que a educação à distância não seja uma educação distante.

Terceiro: tornar-se um verdadeiro artesão que possa habilmente articular a utilização intensiva e atualizada da hipermídia e da cibertecnologia com seu apropriado desenho instrucional, necessário para produzir a alquimia entre forma e conteúdo, para dar Sabor ao Saber, Prazer ao Aprender, caminhando dessa forma na direção da Era Edutainment.

Quarto: saber desenvolver, supervisionar e aprimorar permanentemente novas formas de aprendizagem colaborativa, que sem dúvida será um dos fatores críticos de sucesso nesta nova era de interconectividade, da sociedade em rede e das comunidades de aprendizagem.

Quinto: reforçar os quatro pilares da Educação do Futuro propostos pela UNESCO no Relatório Delors: Aprender a Aprender, Aprender a Fazer, Aprender a Conviver e Aprender a Ser. Isto significa, em particular, promover o desenvolvimento de competências e assim, não só de conhecimentos, mas também de habilidades e atitudes e, portanto, de Valores Humanos.

Tudo isto indica que os esforços das Universidades, responsáveis pela geração do Capital Intelectual no país, indispensável para a sustentabilidade da sociedade do conhecimento, devem ser condizentes com a urgente necessidade de gerar também Capital Social, indispensável para o bem-estar e até a sobrevivência da própria sociedade.

Afortunadamente, começamos a perceber, na sociedade em geral o despertar para um novo senso de responsabilidade, ética e cidadania.

O Instituto Ethos[11] que desenvolveu um exemplar indicador de responsabilidade social e que já conta com o apoio e participação das 500 maiores empresas do Brasil, tem como lema “Por que a universidade valoriza aqueles que valorizam a sociedade”. Na UNICAMP, o recentemente aprovado Plano Estratégico Institucional, bem como as iniciativas de articulação de projetos socioambientais junto às prefeituras da região certamente mostram que estamos no caminho de colocar em forma mais plena e explícita os recursos da Universidade ao serviço da comunidade.

Manifestamos este novo espírito de responsabilidade social observando e participando do crescimento acelerado do terceiro setor do voluntariado e da Década da Paz. Na verdade. Mesmo que a transição de um cérebro global, que está acontecendo para um coração global, que está por acontecer, possa ainda demorar algum tempo, parece que estamos sendo forçados a acordar para o fato de que toda crise é um sinal de alerta e representa tanto riscos quanto oportunidades, conforme nos ensina a sabedoria Taoísta.

Sem dúvida, quanto maior a crise maior é o risco de catástrofes, de colapso dos sistemas. Mas também são maiores as oportunidades de transformações radicais, de verdadeiras metamorfoses.

O momento é delicado e requer como nos recomenda Ítalo Calvino: rapidez, flexibilidade, transparência e muita criatividade e boa vontade, para se poder articular estrategicamente os esforços do primeiro, segundo e terceiro setores em direção a projetos viáveis, inovadores e socialmente prioritários.

Vamos superar a era da sociedade do mercado que, conforme nos ensina James Hillman, prioriza o crescimento e a eficiência em deterioração do serviço e da manutenção. Vamos montar um laboratório de ação social e abrir um portal da solidariedade! Desta forma estaremos alinhados com as tendências Macrotransições, bem como sintonizados com a visão de utopia de Universidade de Dom Pedro Casadáliga: Uma Universidade que se forja de calores e compromissos… clube de poetas vivos e de intelectuais orgânicos; vanguarda até, mas a serviço!

Shalon na Evernet.
“P.D. Dear Herm: our cheese is now knowere. Find your way fast, and take ca- HAM”.

[1] Texto publicado no Boletim Informativo da CORI, Agosto 2001- Ano VII. No. 44, p. 20 e 21.

[2] Arnold José de Hoyos: é PhD pela Universidade da Califórnia, Berkeley, com pós-doutorado na Universidade de Oxford. É professor no Programa de Estudos Pós-graduados em Administração da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). É fundador e coordenador do Núcleo de Estudos do Futuro da PUC-SP, ligado à American Council da Universidade das Nações Unidas.

[3] (www.abed.org.br)

[4] (www.educase.unc.edu)

[5] (www.socinfo.org.br)

[6] (www.gigaweb.com)

[7] (www.usp.br/iea/cidade)

[8] (www.sampa.org.br, http://www.estado.rs.gov.br, http://www.santoandre.sp.gov.br)

[9] (www.centrans.futuro.usp.br, http://www.perso.club-internet.fr/nicol/ciret/)

[10] (www.chaordic.org)

[11] (www.ethos.org.br)


PROJETO GRUPO DE ESTUDOS E PESQUISAS INTERDISCIPLINARES- GEPI
DIA NACIONAL DO PAS
Primavera de 2015

A sociedade moderna se caracterizou por seres humanos que cada vez mais se distanciaram dos valores básicos fundamentais de um “ser humano”.

Priorizava-se a produção quantitativa em todas as esferas, tendo como foco o resultado financeiro. E tendo como objetivo principal, norteador das ações e relações do homem, aspectos econômicos, todos os movimentos realizados por este homem moderno, estavam canalizados para dar sustentação à produtividade.

As escolas do mundo, com raras exceções, formatavam o aluno para ser “peça útil” e integrante desta engrenagem – a vida como máquina. Para eles, parece que o importante era “o fazer e o ter”, sem “o ser” e sem “o pensar”, nem “o sentir”.

Até hoje algumas correntes religiosas ignoram a sua força e poder de transformação e contrariamente ao que seria esperado, moldam os indivíduos para serem conformados.

A mídia com toda sua grandiosidade e poder de manipulação de mentes e massa, fica absolutamente a serviço da construção de indivíduos consumistas, modelados e atrelados a um sistema que cada vez mais se distancia do amor ao próximo, do amor à vida e do amor a terra.

A necessidade de transformação grita aos corações sensíveis e às mentes que conseguiram heroicamente se manterem fora deste condicionamento. Há mais de 50 anos, desde 1960, vários movimentos foram iniciados para resgatar o valor do ser e da natureza. É imperativo que se crie uma rede de ações que lembre aos seres que eles são humanos e que por isso podem “pensar” e pensando podem doar aquilo que lhes é mais virtuoso: O Amor. Desta forma, mente e coração se unem.

Implantemos o dia nacional que pode se tornar o dia mundial do PAS: Programa de Aceleração da Sustentabilidade com ações totalmente integradas. Tudo acontecendo no mesmo dia, envolvendo o ser, a ecologia e a economia. Neste dia, todas as emissoras de rádio e televisão, de forma integrada, divulgariam o dia do PAS estimulando a participação das pessoas – todas essas ações são interdisciplinares, pois não só reúnem diferentes áreas, mas também encorajam o encontro do ser consigo, com o outro e com o meio.

As escolas discutiriam temas como a Ecologia, Sustentabilidade, a não violência, o não uso das drogas e tantos outros de igual importância. Nas escolas as discussões poderiam ser feitas com roda de leitura, através de vídeos, concursos internos de redação e poesia, abordando o tema.

Nas praças e parques, com arte ao ar livre, poderia haver apresentações de grupos de canto, dança e música instrumental, além de pintura. Neste dia, o transporte público seria gratuito, como uma ação governamental consciente de apoio a sustentabilidade.

Através de concurso dirigido pelas escolas, elegeríamos um hino ao PAS que seria gravado por vários corais de crianças de todos os Estados do Brasil, filmado e compartilhado nas redes sociais e na mídia.

As correntes religiosas proporiam aos seus membros um dia de ação solidária aos doentes e hospitalizados, levando-lhes carinho e uma rosa. E por último, cada um de nós seres humanos exercitaríamos o poder do perdão. Seria utopia um mundo habitado por seres humanos ser realmente humano? Não, não seria…. se continuarmos acreditando na força interior de cada um.

O texto, foi escrito por Eliana Rodrigues Boralli Mota – integrante do GEPIGrupo de Estudos e Pesquisa em Interdisciplinaridade e foi lido pela primeira vez na aula da Professora Ivani Fazenda, como a contribuição do Gepi para a semana da Primavera. No momento em que foi lida a proposta da criação de um hino, cantado por crianças, a Profa. Sueli, também membro do Gepi e diretora da LBV, comunicou-nos emocionada que as crianças da LBV já tinham um hino falando das coisas que o texto falava absolutamente pronto. O vídeo já estava pronto e disponível no you tube : https://ouvirmusica.com.br/lbv/1612570/.

 


PROJETO DA ECONOMIA DA COMUNHAO – EdC
A CRISE ATUAL E A SUSTENTABILIDADE NA CULTURA DA PARTILHA

A fim de superar as dificuldades geradas pela crise econômica mundial inclusive para as economias dos países que têm melhores condições para colocar os bens em comunhão e a fim de superar esta situação, em 2016, em caráter experimental, algumas associações locais de empresários e apoiadores de Economia da Comunhão – EdC serão sustentadas financeiramente.

O objetivo é ativar, mediante o profissionalismo de seus animadores, o desenvolvimento de projetos empresariais válidos para a criação de postos de trabalho para os pobres; caberá as organizações envolvidas o compromisso de acompanhar a realização destes projetos e o alcance do equilíbrio econômico.

No que se refere ao perfil cultural foi confirmado o financiamento do Instituto Universitário Sophia de Loppiano (Itália) que a Economia de Comunhão na Liberdade considera a ‘ponta do diamante’ para a formação daqueles que, futuramente, em seus países contribuirão para implementar um modo de agir econômico, político e social inspirado na “cultura do dar” ou cultura da partilha.

Está previsto ainda financiamento para as chamadas Summer School (escolas de Verão) que já se realizam anualmente na Europa – e que neste ano será no Brasil – como parte das atividades de EdC. Neste sentido será destinada uma quota maior de financiamento, em forma de bolsa de estudo, a fim de favorecer a adesão de jovens que, de outra forma, não teriam recursos para participarem destas escolas.

Link http://edc-online.org/br/

 

*Regina Maria da Luz Vieira

**Joelson Alves do Nascimento

* Pós-Doutoranda Programa de Administração de Empresas da PUC-SP e pesquisadora do Núcleo de Estudos do Futuro (NEF). E-mail para contato: regiluzvieira@uol.com.br

** Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Administração de Empresas na FEA/USP. Pesquisador NEATS – Núcleo de Estudos Avançados do Terceiro Setor da PUC-SP. Pesquisador do NEF – Núcleo de Estudos do Futuro da PUC-SP. E-mail para contato: joelsonalves10@gmail.com


PROJETO DO COLETIVO CONVIVA DIFERENTE
DIÁLOGO E APOIO A IMIGRANTES

Um grupo independente e multidisciplinar atuante na garantia de direitos de refugiados e imigrantes que compõem o novo fluxo migratório na cidade de São Paulo.

HISTÓRICO. A idealização do Coletivo surgiu durante o curso de Gestão de Projetos Sociais, no Senac Aclimação, onde nos conhecemos e ficamos motivados em desenvolver um projeto com o tema da imigração por nos identificarmos com a questão e fazer parte da história pessoal de alguns de nós. O reconhecimento como grupo multidisciplinar, com habilidades e experiências profissionais diversas alavancou desenvolver esta iniciativa em equipe.

No decorrer do curso ampliou-se o diálogo com os imigrantes e as redes que com eles atuam para promover o acesso aos direitos básicos e a permanência desse grupo social de forma digna na nossa cidade. A partir de outubro de 2014, começamos a trabalhar com imigrantes sob três perspectivas: o ensino de língua portuguesa, a orientação para o mercado de trabalho e o apoio no fortalecimento da cidadania e adaptação à realidade brasileira por meio de atendimento humanizado. Assim, nasce o Conviva Diferente, atuando junto a refugiados e imigrantes africanos, principalmente da Nigéria.

NOSSAS AÇÕES

  • Atendimento sócio-assistencial para regularização de documentos, acompanhamento em questões judiciais e empregatícias;
  • Identificação e encaminhamento de pessoas com perfil para inserção em Programa de Transferência e Renda (PTR) ou Benefício de Prestação Continuada (BPC) e Cadúnico em geral;
  • Inserção em cursos/programas de capacitação e preparação para o mundo do trabalho;
  • Curso de idiomas;
  • Oficinas para elaboração de currículos, preparação de entrevistas e rodas de conversa sobre histórias de vida;
  • Formação cidadã: Palestras sobre direitos civis, trabalhistas e mediação de conflitos;
  • Promoção da inclusão social por meio de passeios culturais.

Erika Andrea Butikofer

http://www.convivadiferente.org

http://www1.folha.uol.com.br/especial/2015/refugiados/

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/06/refugiados-gravam-musica-e-video-em-que-agradecem-abrigo-no-brasil.html

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