Cátedra Ignacy Sachs – PUC-SP | NEF

EdC – Artigos

Membros de comunidade dividem salário e renunciam sexo por vida igualitária

CONVIVÊNCIA

Pequenos desentendimentos no dia a dia são normais, dizem as moradoras. “Não é que todo mundo fica igual porque a gente vive em comunidade. Conflito faz parte”, diz a engenheira Maria Emília de Paula, 53, a Mila.
O salário dela e o das três companheiras são somados e usados, primeiro, para pagar despesas essenciais, como comida, telefone, água e luz. Depois, elas analisam as necessidades individuais. “Às vezes, naquele mês, falta sapato para uma, para outra, falta o vestido”, diz Roseli.
Apesar de ter escolhido esse modo de vida, a educadora Andreia pensou em largar o movimento depois de se interessar por uma pessoa. “Deixei o focolare por 11 meses e voltei para casa. Mas ficou claro que eu tinha que entender qual era a vontade de Deus, não a minha vontade”, diz a socióloga Roseli Pimentel, 52.
Todas dizem que o voto de castidade não representa grande dificuldade. “A gente nem pensa se faz ou não falta. Nunca coloquei isso em questão”, diz Mila.
A engenheira, assim como Andreia, já pensou em deixar o movimento, no período em que viveu nas Filipinas. “Em um certo ponto, questionei e comecei a pensar se não tinha perdido os melhores dias da minha vida.” Ela conta que percebeu que seu lugar era mesmo ali e nunca mais teve dúvida. Leia mais.


 

Esta tarde, na Mariápolis Piero (Nairobi, Quénia), foi declarado aberto o 5º Congresso Internacional da EdC

de Alberto Sturla e Norma Sànchez

150527 Nairobi Congresso EdC 01 rid

Agora que mais de 400 pessoas, provenientes sobretudo da África e da Europa (mas com uma representação dos 5 continentes), se reuniram aqui em Nairobi para a abertura do quinto congresso internacional da Economia de Comunhão, vê-se bem como os dois anos de preparação e o árduo trabalho da Comissão EdC Internacional e da Comissão EdC pan-africana tenham dado os seus frutos.

Aconteceram muitas coisas nestes dois anos. Também coisas muito más. O atentado de Garissa voltou a trazer à atenção do mundo as contradições africanas. As jovens vítimas do terrorismo, com o seu desejo de melhorar o mundo mediante o conhecimento, são os primeiros participantes do congresso, que exatamente devido à brutalidade dos extremistas assume um novo significado. Porque ao “fratricídio responde-se com a fraternidade“, como foi dito.

150527 Nairobi Congresso EdC 04 rid Os participantes no congresso internacional são sobretudo empresários, dos mais variados campos, mas também investigadores e estudantes, que continuam depois de uma muito participada EoC School. Foram acolhidos pelas danças e pela música composta pelos jovens do Movimento (que até escreveram o hino da EdC). A sua alegria contagiosa e os seus vestidos coloridos, fizeram entender aos participantes que é verdade, estão mesmo em África, mesmo se nos lugares neutros da Mariápolis se poderiam até ter-se esquecido disso.

Parece que o tempo voou desde aquele janeiro 2011, que viu nascer a EdC em África com o congresso Pan-africano. Desde essa altura deram-se pequenos mas significativos passos: nasceram 18 empresas EdC e fizeram-se diversas escolas. Agora, para usar as palavras de Maria Voce no seu  vídeo de saudação aos participantes, os tempos estão maduros para aprofundar a vocação à comunhão, para que se desenvolva uma nova economia que da África chegue ao mundo inteiro.

Mas o que é que a África pode oferecer hoje ao mundo? A resposta é dada por Ngugi wa Thiongo, poeta e dramaturgo queniano que, numa mensagem vídeo, sublinhou que a África, da qual, desde o séc XVIII, sempre só se tiraram coisas (sem pedir), agora está pronta para dar. No entanto, para o fazer a África deve antes entender o que é que quer para si, depois de séculos em que outros decidiram por ela.

150527 Nairobi Congresso EdC 03 ridLuigino Bruni com a sua intervenção deu uma resposta à distância às dúvidas expressas por Ngugi: a EdC, com a sua capacidade de criar relações para fazer emergir o potencial inovador de um povo, é uma estrada que merece ser percorrida. Não se devem, no entanto, repropor modelos nascidos noutros lugares como aconteceu ao longo dos anos em África, com os resultados que temos debaixo dos olhos. A sua função é mostrar um “ainda não” possível também nas dificuldades. Como fazer? Fazendo crescer a natural tendência à comunhão presente em cada povo,sustentando os empresários, mudando as instituições e, sobretudo, fazendo dos pobres os interlocutores privilegiados. Como o Cristóvão Colombo chegou à América com um mapa desenhado por um cartógrafo que nunca tinha visto o Oceano, assim também a EdC não oferece soluções, mas indica um caminho.

150527 Nairobi Congresso EdC 07 ridSão 18 os empresários africanos que escolheram este caminho. Uma delas,Melanie, mostrou os frutos deste caminho doando a sua experiência de criadora de frangos nos Camarões. Destinando uma parte da produção às famílias pobres da sua região, já ajudou 32 a superar períodos difíceis. O seu empenho com a comunidade acaba por ser pago por clientes e fornecedores fieis, sendo que alguns deles tinham sido, no passado, ajudados mesmo pela Melanie.

 

 

 

Fonte: http://www.edc-online.org/br/home/especial-nairobi-2015/10607-nairobi-a-edc-voltou-a-casa.html


 

2º dia do Congresso EdC: por uma cultura de comunhão

O 2º dia do congresso internacional EdC na Mariápolis Piero (em Nairobi, Quénia) é dedicado à cultura de Comunhão.

por Alberto Sturla e Norma Sànchez

150528 Nairobi Congresso EdC 42 ridMariápolis Piero (Nairobi, Quénia), 28 de maio de 2015 – Se no dia de ontem se apresentou o caminho que a EdC deve seguir para uma nova economia africana, para o dia de hoje e seguintes serão apresentadas propostas para fornecer os instrumentos para o percorrer rapidamente.

O tema principal deste dia é apresentado por Genevieve A. Sanze, com o seguinte título: “A cultura da comunhão na perspectiva do carisma da unidade“. Partindo do conceito bem africano do “Ubuntu”, que mais ou menos significa “eu sou aquele que sou em virtude do que somos todos juntos“. Genevieve encontrou na solidariedade comunitária, que também é tipicamente africana, um elemento em comum com o carisma da Unidade do Movimento dos Focolares.

A comunhão, efetivamente, prevê uma doação recíproca onde o que é trocado não pode ser avaliado em termos do mercado, porque dar e receber não envolve apenas bens, mas também valores como a gratuidade e a gratidão.

Vittorio Pelligra, economista da Universidade de Cagliari, colocou as questões levantadas por Genevieve na perspectiva econômica.

Se é verdade que a cultura nasce da vida e que a economia é uma expressão de uma cultura, é forçoso perguntar qual poderia ser a contribuição da cultura de Comunhão para o desenvolvimento econômico. A constatação de que, com os dados em mão, nos países em que a cultura do respeito pelas diversidades está mais generalizada, a renda per capita é mais elevada, levando a concluir que um certo tipo de clima cultural tem um impacto direto sobre a economia. Os empresários EdC, portanto, têm a tarefa de elaborar e divulgar estes “bens comuns” constituídos pelos valores da reciprocidade, confiança, justiça …. para que esses bens, por si só, “frágeis”, (todos gostaria de os ter mas ninguém quer arcar com o custo da sua “produção”), tornam-se parte de uma cultura compartilhada que premeia os bons comportamentos e pune os oportunismos.

150528 Nairobi Congresso EdC 18 ridA segunda parte da manhã foi dedicada à apresentação de algumas experiências de Economia de Comunhão. Estavam representados alguns países da África Central, da Itália e da Austrália. Foi um modo para entender como os ideais daEdC declinaram  no mundo. Na África, onde o problema principal é o do acesso aos serviços essenciais por parte de grandes franjas da população, a EdC reúne à sua volta comunidades inteiras, que enfrentam os problemas sociais com suas próprias forças. Por exemplo na aldeia de Glole, na Costa do Marfim, a comunidade cuida das crianças cujos pais estão todo o dia trabalhando nas plantações de cacau e café. Na Itália, onde o problema são as novas pobrezas, o Polo Lionello Bonfanti colocou à disposição um espaço para a troca gratuita de bens, que se chama “Fagotto“. Na Austrália, por fim, onde o capitalismo galopa e o problema é, por sua vez, o acesso ao crédito, se acentua na confiança e reciprocidade.

No início da tarde nos dividimos pelos vários grupos de trabalho: Política, Projetos de desenvolvimento, Microfinança e pobreza, Startup, Estudiosos e jovens investigadores, Management, Redes de empresários, a EdC em diálogo com as culturas africanas. De seguida, novamente em plenário o ‘aggiornamento’ das Américas, Ásia e Europa do leste.

O continente americano apresenta realidades variadas mas consolidadas. As realidades locais estão muito empenhadas na divulgação dos valores da EdC através de ‘Expo’, congressos e escolas. E já se veem frutos: alguns jovens que haviam participado na Escola de Verão 2014, no México, levaram a EdC até Cuba, onde agora, aproveitando as políticas economicas mais abertas, se procura difundir uma nova cultura empresarial. Na América Latina as empresas colaboram ativamente no desenvolvimento local, enquanto que nos Estados Unidos a sua intervenção está mais orientada para as emergências sociais, para a pesquisa de modos criativos para difundir a EdC e para a qualidade das relações. Esta última conduziu mesmo a reconhecimentos internacionais para algumas empresas.  Devido ao seu empenho na EdC, uma estudante de Indianápolis conseguiu obter um estágio na Casa Bianca.

150528 Nairobi Congresso EdC 24 ridTeresa Ganzon CEO do Bangko Kabayan, fez a atualização sobre a situação asiática. Se trata de uma realidade muito dinâmica que suscita o interesse do mundo acadêmico e empresarial local. Também na Ásia o empenho para com a comunidade é evidente nas zonas em vias de desenvolvimento, como nas Filipinas, onde a EdC teve adesões desde o início.

Na Europa do leste, a EdC é impulsionada por empresários espalhados por 13 países. Os jovens estão muito curiosos quanto a este argumento, tanto que as escolas de formação já podem ser consideradas um local de encontro fixo também naquela zona do mundo.

Fonte: http://www.edc-online.org/br/home/especial-nairobi-2015/10597-por-uma-cultura-de-comunhao.html

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