Cátedra Ignacy Sachs – PUC-SP | NEF


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Relatório aponta soluções criadas por mulheres da Zona Norte para espaços públicos mais seguros e de qualidade em São Paulo

Organizações realizam projeto para que cidadãs avaliem os espaços públicos e proponham melhorias para a segurança de gênero e a mobilidade sustentável

Cidades mais seguras e sustentáveis pensadas a partir das vivências e perspectivas das mulheres – esse é o objetivo do projeto Mulheres Caminhantes! Auditoria de Segurança de Gênero e Caminhabilidade Terminal Santana, que teve os seus resultados apresentados no dia 5 de maio em evento no centro de convenções da Expo Center Norte. O relatório do projeto, que pode ser acessado aqui, traz reflexões sobre como a cidade apresenta dificuldades para que as mulheres se desloquem e vivam o espaço público com qualidade e segurança.

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Durante o evento, representantes do Fórum das Mulheres da Zona Norte, responsável pela realização do projeto junto às organizações Rede MÁS e SampaPé!, apresentaram uma metodologia inédita criada pelas organizações, cujo objetivo é avaliar as condições de segurança de gênero e caminhabilidade (qualidade do caminhar) dos espaços públicos. Essa metodologia coloca as cidadãs do território como especialistas que devem apontar os problemas e propor soluções integradas e efetivas que melhorem a segurança de gênero e a mobilidade sustentável nos espaços da cidade. O projeto, que teve essa edição apoiada pelo WRI Brasil, propõe integrar metodologias que observam os problemas de segurança de gênero e de qualidade do espaço público, que normalmente são avaliadas de maneira separada. A inovação é avaliar os problemas que meninas e mulheres enfrentam nos espaços públicos de maneira integrada e, assim, propor soluções interdisciplinares e sistêmicas. O detalhamento das avaliações, as soluções e as reflexões sobre a perspectiva de gênero na cidade propiciadas pela experiência estão documentadas no relatório.

O evento contou com a participação da Coordenadora de Cultura e do Coordenador de Esportes da Prefeitura Regional da Vila Maria-Vila Guilherme, Núcleo de Convivência do Idoso Edith de Azevedo Marques, Assessoria das vereadoras Sâmia Bonfim, Adriana Ramalho e do Vereador Eliseu Gabriel, além de representantes da sociedade civil e de outras organizações como o Fórum Regional de Mulheres da Zona Oeste e o SESC Carmo.

Além dos problemas diagnosticados, foram apresentadas as soluções co-criadas pelas participantes durante a realização do projeto para que o entorno do Terminal Santana seja, ao mesmo tempo, um local que contribua com a segurança de gênero e com a mobilidade sustentável e, como consequência, com a mitigação às mudanças climáticas.

Ao final do evento, foram realizadas rodas de conversas entre as pessoas presentes para definir compromissos e encaminhamentos para que as propostas apresentadas sejam implementadas. Entre os compromissos estabelecidos estão: reuniões entre o Fórum de Mulheres da Zona Norte e Prefeituras Regionais da Zona Norte para a execução das melhorias relacionadas a zeladoria e infraestrutura urbana, o protocolo do Relatório junto à Prefeitura para que vereadoras e vereadores possam cobrar a implementação das soluções, a promoção de rodas de conversa sobre violência sexual e masculinidades, ação de artivismo, entre outros.

Participantes do evento conversam para estabelecer compromissos para colocar as soluções de melhoria para o Terminal Santana propostas pelo projeto em prática. Foto: Patrícia França

A sequência pretendida para a conclusão do projeto, além de conseguir a implementação das soluções, é que ele seja realizados em outros lugares da Zona Norte e das demais regiões da cidade de São Paulo. Essa edição do projeto teve apoio do WRI Brasil e fez parte da continuidade de um processo iniciado junto à organização em 2017, com a realização do Seminário “Mobilidade urbana e a perspectiva das mulheres” e da “Coalizão Mobilidade Urbana na Perspectiva das Mulheres“.

 

Link para o relatório completo: http://bit.ly/relatoriomulherescaminhantes


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Costa Rica elege a primeira Vice-Presidente negra da América Latina

Epsy Alejandra Campbell Barr tornou-se a primeira mulher afrodescendente a ocupar o cargo de Vice-Presidente de uma nação latino-americana, ao ser eleita no domingo, 1o de abril, na chapa do candidato Carlos Alvarado, pelo Partido da Ação Cidadã (PAC).

Campbell é economista, Mestre em Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, Mestre em Técnicas de Gestão e Decisão, foi duas vezes Deputada (2002-2006 e 2014-2018) e Presidente do PAC de 2005 a 2009. É conhecida por sua destacada atuação na defesa dos direitos das minorias, inclusive como palestrante e escritora.

A República da Costa Rica, localizada na América Central, tem quase 5 milhões de habitantes e adota o sistema presidencialista, com Parlamento unicameral representado pela Assembleia Legislativa, integrada por 57 deputados. As eleições presidenciais deste ano foram marcadas pela acirrada disputa entre Fabrício Alvarado Muñoz, do Partido Restauração Nacional (PRN), e Carlos Alvarado Quesada, do partido governista, o PAC. O candidato do PRN, que defendia uma pauta considerada mais conservadora,  liderou no primeiro turno por uma diferença de 3 pontos percentuais. No segundo turno, o candidato do governo venceu as eleições com mais de 60% dos votos.

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Asamblea General de la ONU pone un freno a dominación masculina

NACIONES UNIDAS, 4 abr 2018 (IPS) – La Asamblea General, el mayor órgano de decisión de la Organización de las Naciones Unidas (ONU), interrumpirá en septiembre una práctica habitual cuando una mujer presida el 73 período de sesiones, lo que solo ocurrió tres veces en la historia del foro mundial.

Las dos mujeres que están en carrera son Mary Elizabeth Flores Flake, representante permanente de Honduras, y María Fernanda Espinosa Garcés, ministra de Relaciones Exteriores y de Movilidad Humana de Ecuador.

De acuerdo con el sistema de rotación geográfica, es el turno del grupo de América Latina y el Caribe de ocupar la Presidencia, uno de los cargos más altos dentro de la ONU y tradicionalmente ocupado por hombres.

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Bien común o mercancía, la contradicción emerge en Foro del Agua

BRASILIA, 22 mar 2018 (IPS) – “Quiten sus manos de nuestras aguas”, protestaron unos 350 activistas a favor del recurso como bien común, al ocupar en la madrugada de este jueves 22 la planta industrial de Coca Cola en Tabatinga, ciudad satélite de la capital brasileña, anfitriona del octavo Foro Mundial del Agua (FMA-8).

Luego, miles de ellos marcharon por algunas calles de Brasilia, coreando contra la privatización de los recursos hídricos por las grandes empresas, el “ilegítimo” FMA-8, que acoge Brasilia entre el domingo 18 y el viernes 23, por tratar el agua como mercancía, y contra el actual gobierno brasileño.

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Direitos humanos, feminismo e igualdade racial: O que aprender com Marielle Franco

Nascida em 1979 na Favela da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, a vereadora Marielle Franco (PSol) construiu uma trajetória de luta por direitos humanos, feminismo e igualdade racial. Contrária à intervenção federal de militares no Rio, a socióloga foi assassinada a tiros em seu próprio carro na noite da última quarta-feira (14), após denunciar ações truculentas da Polícia Militar.

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Novos conflitos no Pará: a disputa entre os Xikrin e a Vale no empreendimento Onça Puma. Entrevista especial com Ubiratan Cazetta

 O estado do Pará já foi palco de vários conflitos entre comunidades indígenasribeirinhos e empreiteiras envolvidas na construção de grandes obras.

O caso mais emblemático da região foi a construção da hidrelétrica de Belo Monte, a qual o procurador da República em Belém, Ubiratan Cazetta, acompanha desde 2001.

Sobre a obra, que já recebeu a licença de operação apesar de ter várias ações sendo contestadas na Justiça, ele é categórico: “Não tenho perspectiva de que as complexas realidades decorrentes da obra deixem de ocupar a pauta do MPF pelas próximas décadas. Se fosse para resumir o que vimos desde então, eu diria que foi uma das maiores perdas de oportunidade de crescimento, como sociedade, de que tenho notícia”.